Apresentação  Por que Reabilitar?
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Reabilitar Sim!
   
       
 

"-Temos o poder e o dever de contribuir para um mundo melhor, permitindo que nosso povo possa voltar a sonhar, confiando num futuro sem o medo impetrante, com as mesmas oportunidades, porque merecemos ver nosso Brasil e nossa gente Rutilar".

A reabilitação é possível sim! Devendo ser prioridade dentro das Unidades prisionais, SEMPRE, pois só através de empenho, investimentos, boa vontade e credibilidade com oportunidades para as Mulheres, é que se pode realizar o objeto reabilitador pleno. Pois as Mulheres encarceradas, precisam de políticas especiais, que saibam tratar os vastos e desumanos problemas que as cercam.

O sexo feminino aprisionado, deve receber prioridades, respeito e as mínimas condições para a sua total recuperação. Não se furtando às responsabilidades e oferecendo propostas com ações, que se estendam á capacitação da Mulher encarcerada e acolhimento dígno, necessitam ser vislumbrados como os fatores importantes, necessários e urgentes, para que a reabilitação esteja ao alcance de todas. Estas medidas mínimas, são sem dúvidas, sinônimos do futuro sem reincidência.

A Revista zaP! nasceu de um Projeto Social que traz o mesmo nome zaP! (zêlo, amor e Paz!) e da conclusão da Obra literária Presídio de Mulheres.

A Revista zaP! on-line é um veículo tenta levar informação, arte, cultura, abordando diversos temas, divulgando escritores, poetas, oferecendo serviços de utilidade pública enfim. Esta em circulação desde 2002 (embora o trabalho voluntario junto a massa carcaréaria, tenha se iniciado em 1986 com Homens na Casa de Detenção, depois, de 1993 até 1998 com menores infratores e ex-infratores da Febem).

Quando decidi escrever sobre mulheres, ousei um concurso literário, não pensei que fosse ter a repercussão que teve, e foi numa época em que ninguém nem sabia que existiam Cadeias de Mulheres, poucos se interessavam, e os que falavam discriminavam de forma vilipendiosa o trabalho no que tangia o voluntariado com encarceradas.

Voltando a falar da Revista zaP! ela é distribuiída por mailing (online) e gratuitamente segue para as unidades Prisionais Femininas, leitores e amigos do zaP!

Além do caráter cultural, a maior proposta é falar do sistema carcerário feminino, mostrando trabalhos e eventos desenvolvidos em unidades prisionais, apresentando as escritoras e artistas zaP!, procurando despertar nas autoridades, soluções que alertem e facilitem a Não Reincidência.

Além disso, tem também por objetivo, permitir que universitários, principalmente os das áreas de Comunicação Social, Psicologia e Direito, possam encontrar referências para conclusão de trabalhos que envolvam o tema.

O Projeto zaP! busca sempre, voltar as atenções para um dos maiores problemas que afligem a sociedade aberta:- A Violência. Ao desenvolvermos trabalhos dentro de unidades prisionais, temos vários objetivos que vão desde o incentivo a cultura, até assistência as mais diversas necessidades que possam provocar mudanças na encarcerada, mudanças estas, que são indiscutivelmente positivas, não só para a população carcerária, como para seus familiares e principalmente para a sociedade.

Após anos de pesquisas e contatos com sentenciadas (o)s e egressas (o)s do sistema prisional, pude detectar diversos problemas. O que me permite falar sobre o assunto com total propriedade e levar a todos condições de pesquisarem e conhecerem um pouco de como é a vida 'entre grades'.

Acreditando que o momento de transito pertence muito mais ao amanhã, ao nosso tempo que se anuncia do que ao velho, é que também atuo voluntariamente pela Ressocialização do ser humano.

E por ter como meta prioritária, a reinserção social e a não reincidência, tento prestar minha pequenina contribuição a sociedade.

O trabalho é amplo, com o desenvolvimento e realização de vários projetos culturais, sociais e eventos dentro de um projeto abrangente:-
zaP!

Sou do bem, da paZ! zaP! acredito e busco nos "R"s da Reabilitação, Reintegração, Recuperação, Reinserção, da Resolução, na Resistência, no Requestar, e no Remitir que se fazem inimaginavelmente necessários para o bem de todos.

Dentro do possível, vou noticiando o que é de interesse geral, neste momento, sou (pelo menos tento ser) completamente imparcial. Claro que tenho pontos de vista e respeito todas as partes envolvidas em uma ação delituosa, mas não faço pré julgamentos, e por pesquisas que venho desenvolvendo a anos, de uma coisa, estou certa: Prisão nenhuma, foi construída para aprisionar o feminil!

Não nego o quanto 99% das Mulheres se distanciam quando saem das prisões, não por vontade, mas por imposições de quem oferece apoio. Portanto, com os anos, descobri que raras são as que podem de fato se tornarem amigas, então, muito mais madura e profissional, deixo um pouco o coração de lado pra não sofrer.

Isso não significa que os laços de afetividade se rompem, muito contrariamente, mas uma boa parte, prefere ou é obrigada a recomeçar apagando o passado, ou pelo menos tentando e isso inclui não ter mais contatos.

Nada sou nada a mais que ninguém, apenas alguém que ama o ser humano de forma incondicional. Não me sinto no direito de achar ou pressupor quando o assunto é culpabilidade. Assim sendo, vejo todas as pessoas acusadas, como possíveis vítimas de erros, sejam eles quais forem, razão até pela qual milhares de vêzes, torci e torço, pra que sejam sempre vítimas de boa índole e não gente doente ou do mal...

Meu objetivo, nunca foi nem é defender bandidos e sim, colaborar com quem por alguma fatalidade adentrou cárceres, precisa de ajuda e não quer mais errar.

Já fiquei na condição de vítima e por esta razão, me empenho cada vez mais pelo fim da violencia e reincidencia.

Contudo, particindo-se do princípio de que, "Ninguém poderá ser considerado culpado, até transitado e julgado a sentença penal condenatória", prefiro acreditar que OS BONS, são a maioria...

Afinal, temos o poder e o Dever de contribuir para um mundo melhor, permitindo que nosso povo possa voltar a sonhar, confiando num futuro Livre sem o medo impetrante, com as mesmas oportunidades. Porque merecemos ver nosso BRasil nossas Crianças... E nossa gente Rutilar.

Sejam muito Bem vindos Sempre! Elizabeth Misciasci - zaP!

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