Para
uns, esta formação, chama-se
educação, para outros, berço.
Logicamente, que as formas de se educar nos
dias atuais, se modificaram, mas ainda assim,
existem hábitos e valores que se mantém
preservados e, o permitido e o não
correto, continuam a ser aplicados, independente
da condição sócio econômica
da família.
Sobretudo,
o castigo e a punição, para
uns, sempre foram sinônimos de Educação
e é muito difícil mudar uma
sociedade que é acostumada a punir.
Uma sociedade formada pelo patriarcado que
acredita que as grades e a pena de morte é
a maneira de acabar com muitos dos problemas
que assolam o País.
Porém, esta mesma sociedade, talvez
não saiba, ou não entenda, o
quanto esta sendo vitima do descaso e da despreocupação
de alguns governantes.
Se pararmos por alguns minutos para fazermos
uma breve reflexão, descobriremos que
a “classe predominante” vem sendo
punida a muito, começando já
na própria infância, aonde são
violados muitos dos artigos do Estatuto
da Criança e do adolescente.
“Lei nº. 8.069, de 13 de
julho de 1990”.
Só para corroborar, aqui, posso transcrever
como exemplo, sem nenhuma preocupação
de estar cometendo qualquer irresponsabilidade
no trato do mérito, apenas dois artigos
que são 3º e o 4º:
“Art. 3º - A criança
e o adolescente gozam de todos os direitos
fundamentais inerentes à pessoa humana,
sem prejuízo da proteção
integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes,
por lei ou por outros meios, todas as oportunidades
e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e
social, em condições de liberdade
e de dignidade.”
“Art. 4º - É
dever da família, da comunidade, da
sociedade em geral e do Poder Público
assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação
dos direitos referentes à vida, à
saúde, à alimentação,
à educação, ao esporte,
ao lazer, à profissionalização,
à cultura, à dignidade, ao respeito,
à liberdade e à convivência
familiar e comunitária.”


Oras, uma vez que estes artigos são
violados, evidencia-se uma punição
indireta, uma vez que, inexiste a preocupação
com a qualidade de ensino isso, quando se
consegue vagas em escolas públicas...
Na maioria dos estados, a Educação
oferecida vem de forma precária aos
que não possuem condições
para arcar com os custos de uma escola particular,
sem falar dos estabelecimentos de ensinos
em péssimas condições,
e afins... Contando ainda com a completa falta
de segurança que não vai de
encontro ao que se propõe...
Outra forma de punição, talvez
a mais severa seja a que trata o idoso, que
chega a milhares de casos, onde vilipendiá-los
desumanamente, desrespeitando não só
a pessoa humana, mais também a "Lei
nº. 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE
2003", que Dispõe sobre
o Estatuto do
Idoso, e que lamentavelmente
se vê “naturalmente” muitos
artigos violados. Razão até
pela qual, desnecessário se faz, transcrever
algum dos artigos, uma vez que são
tantos inobservados seguidos de negligencias,
colocando-os em estado vexatório e
que certamente, somos uma maioria consciente,
cientes e impotentes do quanto nossos idosos
são tratados cruelmente...
Temos uma sociedade constituída em
cima da omissão, da violência,
do desacato, da falta de ética e valores,
(com raras exceções), e que
ainda acredita ser necessária toda
e qualquer forma de violação
com punição, o caminho certo
para manter a ordem... E mantém na
pratica a punição defendendo
esta teoria, por acreditarem que, por “imposição
natural” pra educar, precisa se torturar.
Não que esta prática seja freqüente
em todos os lugares, aliás, afirmar
tais preceitos seria uma injusta forma de
generalizar com incoerência, rotulando
pessoas e órgãos de forma descomedida.
Porém, mesmo sendo a tortura crime
imprescritível e inafiançável,
há quem as pratica e muitas vezes por
técnicas que não deixam vestígios...
Um indivíduo, uma vez torturado, fica
com marcas indeléveis que podem proporcionar
as mais diversas seqüelas, podendo provocar
nestes indivíduos, uma ira sagaz, ou
um medo indescritível.
Por fim, fazemos parte de um circulo que vem
desde a época da escravidão,
apenas nos “modernizamos em tecnologias”.
Portanto, pedir paZ, não é o
bastante, o que se precisa é erguer
as mangas, conscientes de nossas obrigações
e não só de nossos Direitos
e agir, tocando de alguma forma o próximo,
ou seja, erguendo as mangas “e pondo
a mão na massa”.
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