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Para
que uma relação tenha vida longa,
é preciso fazer e ser feliz, cada qual
tendo as rédeas de suas vidas. Temos
a obrigação e o direito de zelarmos
por nossa felicidade!
Claro que não é saudável
colocar os nossos destinos nas mãos
de outras pessoas, o que também não
significa que viver com alguém que
nos proporcione realizações
afetivas seja desligar-se do mundo abandonando
expectativas.
Para quem pleiteia uma relação
duradoura e vislumbra uma vida a dois, algumas
observações necessitam de atenção.
Ninguém consegue manter o equilíbrio
de uma relação se o respeito
e a admiração já não
alimenta o par.

Toda relação nasce, cresce e
se fortalece na cumplicidade, na tolerância
e na capacidade de manter o humor nos momentos
de dificuldades.
Não podemos nos esquecer que somos
humanos, propensos a erros e acertos, que
o cotidiano é um conglomerado de situações,
umas diferentes das outras e que nem sempre
a vida é um mar de felicidades.
Porém, necessário se faz tomar
muito cuidado quando o cruel se torna certeiro,
se numa fase difícil, uma das partes
acha que não vale a pena “baixar
a bola” e dividir os problemas, se atirando
na primeira oportunidade a infidelidade, esse
é o caminho, mas rápido para
a história terminar.
O relacionamento se desloca se a doação
é de apenas uma das partes, porque
o amor deve ser sadio e tranqüilo. As
pessoas não devem ficar juntas porque
precisam, mas sim porque escolhem e a reciprocidade
dos sentimentos é fator primordial.
Não há quem consiga viver intensamente
dentro de uma vida em comum quando apenas
um ama, ou quando um dos dois deixa explícito
que se nutre de um amor extra relação,
embora muitas pessoas passem a vida acreditando
que o que se estraçalhou um dia, com
o tempo se recuperará e assim vive
de ilusões e migalhas pelo resto dos
dias.
Até que ponto vale a pena manter uma
parceria assim?
Não mudamos as pessoas, inconscientemente,
nós vamos gradativamente nos modificamos,
nos moldamos quando despertamos o interesse
em alguém, mas tudo tem seu limite.
Se prolongar uma situação de
conflitos sem abrir o jogo, vivendo “do
faz de conta” pode ser cômodo,
mas não será eterno, ao menos
que se aceite ser passado na vida de alguém
e se sujeite à condição
da desgastante e impiedosa rotina para carregar
o “troféu” da vida eterna.
O sofrimento pelo sofrimento não vale
a pena, porque temos o direito e o dever de
não só conjugarmos o verbo respeitar
e isso não só na vida a dois.
Inútil acreditar que basta varrer os
problemas para baixo do tapete, o mais sensato
é se estabelecer o diálogo franco,
por mais doloroso que possa vir a ser, a fim
de que nenhum dos dois lados passe o tempo
colecionando mágoas e frustrações.
As relações nascem para ter
vida longa, até mesmo eterna, pois
ninguém fica com ninguém pensando
no fim, mas manter-se em uma condição
que esta alicerçada apenas na satisfação
social ou no orgulho de dizer que o relacionamento
tem vida longa porque nos dias atuais são
mais raros estes acontecimentos é pedir
clausura na solidão.
Claro que a vida pode até ser um conto
fadas, se tivermos a consciência de
que princesas e príncipes encantados
não existem.

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