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nada houver que o desabone, então é
necessário apresentar um projeto explicando
minuciosamente qual o objetivo do trabalho
e o porquê da opção. Após
todo esse processo, (que será constante
e infindável) então se aguarda
a autorização para que se iniciem
os trabalhos sendo que até uma pequena
restrição já se faz o
suficiente para que seja impedida a ação
dentro do Sistema.
Assim
sendo, o Voluntário, precisa ser um
indivíduo totalmente ilibado e mantenedor
imparcial diante das injustiças que
afetam desde agentes prisionais até
os encarcerados “reeducandos”,
não podendo expor pareceres nem tão
pouco divulgar o que ouvem e vêem dentro
da vida entre grades.

Elizabeth
Misciasci e o Jornalista Antonio Carlos Prado
De fato, trata-se de um outro mundo, onde
a exclusão social é literalmente
exercida, razão pelas quais muitos
sem conhecimento de causa, só sabe
afirmar que o Sistema é falido e não
recupera o que NÃO É VERDADE!
Além de toda uma burocracia exageradamente
necessária, o Voluntário, necessita
estar em condições psicológicas
completamente equilibradas, e demonstrar firmeza
para não se sugestionarem diante do
que verá e vivenciará ao conviver
com apenados (a)s.

Elizabeth
Misciasci e Pastor Oséas - Projeto
Acorde
Só que as dificuldades não se
cessam após a aceitação
para ser voluntário do sistema, este,
tem que estar ciente que poderá ser
criticado de maneira severa pela própria
sociedade, enquanto não tiverem conhecimento
de seu papel dentro da sua ideologia.
Assim,
muitas vezes, o voluntário, passa por
um outro processo mais doloroso, ou seja,
ofendido e julgado de forma cruel com suposições,
que os qualificam de forma pejorativa e desumana;
isso quando não é propagado
que sua função é “defender
bandidos,” que “recuperação,
reabilitação e reinserção”
é algo inviável e impossível,
que não existem preocupações
com as vítimas dos “delinqüentes”
que tanto os voluntários defendem,
chegando até a sofrerem ameaças.
Mais
isso se dá, pela falta de informação,
pela má vontade de conhecer a causa
e pela própria descriminação,
que impede a compreensão de que dentro
dos Presídios, cada caso é um
caso isolado.

Elizabeth
Misciasci e o Repórter Julinho do Carmo
O que posso afirmar sem nenhum medo de pecar,
é que como Voluntária do Sistema,
Presidente do Projeto zaP e ativamente atuante,
tenho milhares de exemplos de pessoas que
após saírem dos cárceres
se reabilitaram e mudaram os rumos de suas
vidas, sendo sim, referenciais para que outros
não entrem para o mundo do crime.
Acredito
e provo que a reabilitação é
possível e o sistema não é
em todos os lugares uma instituição
falida. Sou pelo bege, amarelo, laranja e
verde, não tenho qualquer interesse
em diferenciar ou querer saber os que privados
de liberdade aderiram ou fazem parte, não
me atento a nenhuma facção ou
partido, nem entro no mérito.
Da
mesma forma que entro em uma unidade prisional,
e lá realizo meu trabalho, faço
da mesma forma em qualquer outra, tendo apenas
como meta contribuir e não incentivar,
julgar ou apoiar quem já foi julgado
e esta cumprindo sua pena.
Hoje, falando á nível apenas
de São Paulo, posso mencionar como
voluntários antigos que atuam com amor
e são agentes de fato transformadores,
que atuantes voluntários individuais
e habituados aos constrangimentos normais
às pessoas de:-
O Jornalista Antonio Carlos Prado, Pastor
Oséias, Missionário Reginaldo,
o Jornalista Julinho do Carmo, a Jornalista
Mariana Pinto e a Jornalista Elizabeth Misciasci.
Acrescentando que a Pastoral Carcerária,
também muito faz pelo Sistema.
-“Exercitamos
o voluntariado, não por curiosidade,
nem tão pouco para nos destacarmos,
ou vislumbrarmos ganhos (financeiramente falando).
Atuamos sim, sem negligencias ou incentivos
que impeçam a reinserção,
somos agentes transformadores, com forte contribuição
social e que sem pretensão só
temos e distribuímos conscientes, tanto
para os cativos como para as vítimas
MUITO AMOR.” Elizabeth Misciasci.

As
Jornalistas Mariana Pinto e Elizabeth Misciasci
O
que é voluntariado?
Segundo
definição das Nações
Unidas, "o voluntário é
o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse
pessoal e ao seu espírito cívico,
dedica parte do seu tempo, sem remuneração
alguma, a diversas formas de atividades, organizadas
ou não, de bem estar social, ou outros
campos"...
Em
recente estudo realizado na Fundação
Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu-se
o voluntário como ator social e agente
de transformação, que presta
serviços não remunerados em
benefício da comunidade; doando seu
tempo e conhecimentos, realiza um trabalho
gerado pela energia de seu impulso solidário,
atendendo tanto às necessidades do
próximo ou aos imperativos de uma causa,
como às suas próprias motivações
pessoais, sejam estas de caráter religioso,
cultural, filosófico, político,
emocional.
Por que ser um voluntário?
A
grande maioria dos voluntários no Brasil
querem:
1. Ajudar a resolver parte dos problemas sociais
do Brasil.
2. Sentir-se útil e valorizado.
3. Fazer algo diferente no dia a dia.
4. 54% dos jovens no Brasil querem ser voluntários,
mas não sabem como começar.



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