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José Hilário Retamozo Patrono de Alberto Afonso Landa Camargo na ALBSP

O poeta José Hilário Retamozo, Cel e ativista cultural (I) Reentronizou a poesia e a literatura no cotidiano da Brigada Militar, a partir da década de 60.

Coronel da Reserva da Brigada Militar, sempre foi destaque dentro e fora da corporação a qual dedicou 35 anos de sua vida profissional. Na Brigada Militar, comandou Esquadrão em Uruguaiana e Alegrete. Também foi comandante de Companhia em Taquara e Osório e da Operação Golfinho do Litoral Norte, além de chefe da Diretoria de Ensino da BM, secretário do Estado Maior da BM, chefe do Estado Maior do Policiamento da Capital. Foi chefe da Comissão Editorial da Brigada Militar.

Em reconhecimento aos bons serviços prestados, foi condecorado com as medalhas de Bronze, Prata e Ouro, e de Reconhecimento Grau Bronze e com o Troféu Sesquicentenário de Criação da Brigada Militar.

Compôs canções brigadianas, como Canção do Cadete, e hinos para alguns municípios do Estado, dentre os quais se destacam Rosário do Sul, São Luiz Gonzaga e São Miguel das Missões.

É conhecido nacionalmente nas Polícias Militares pelo seu poema "Braços Abertos" ? uma ode ao policial militar.

 

Advogado, professor, escritor, ensaísta e poeta, casado com a poetisa Aldira Corrêa Retamozo, pai de quatro filhos. Autor de inúmeras obras de poesia e história do Rio Grande do Sul. Dentre as quais se destacam: Reduto de Bravos; Rodeio do Tempo; Lua Andarenga; Provincianas; Cantos Provincianos e Décimas e Milongas. Seus livros já atingiram a marca de 30 mil exemplares distribuídos.

Membro da Academia Sul-Rio-Grandense de Letras, onde desenvolveu reconhecido trabalho literário, foi diretor do Instituto Estadual do Livro. É membro e atual presidente da Estância da Poesia Crioula ? entidade de lides literárias essencialmente campeiras.

Pelo excelente trabalho cultural desenvolvido no âmbito da comunidade rio-grandense, Retamozo foi citado em obras literárias de nível nacional, inclusive na Enciclopédia de Literatura Brasileira, do professor Afrânio Coutinho.

 

Laureado em diversos festivais de música e poesia, coleciona cerca de uma centena de troféus nas mais variadas premiações. Dentre as principais: 1º lugar em Poesias Inéditas no Rodeio Internacional da Vacaria, 1º lugar na Califórnia da Canção de Uruguaiana e o mais recente na Tafona da Canção Nativa e Sesmaria da Poesia Gaúcha de Osório. É constantemente convidado a atuar como jurado em vários concursos literários e Festivais no Estado, dentre os quais a Tafona da Canção Nativa e a Sesmaria da Poesia Gaúcha.

José Hilário Retamozo  um artista que plasmou sua sensibilidade nas terras coloradas de São Francisco de Borja, o primeiro dos Sete Povos, terra onde nasceu no dia 13 de janeiro de 1940. Missioneiro que é seu canto se levanta como resposta de beleza a tudo quanto lhe deu seu berço natal, neste extremo de pátria que se debruça sobre os peraus e remansos de seu rio Uruguai.

José Hilário Retamozo, homem de rara sensibilidade, está fazendo uma viagem de retorno ao seu próprio âmago. A contenção de linguagem em muitos dos seus poemas é bem a mostra do que somos principalmente na região da fronteira: de poucas palavras, porém com coração do tamanho do mundo para abrigar amizades que perduram para muito além dessa existência mundana. Como diz o poeta:

"Há timidez de gestos escondidos

no amargo chimarrão que vai e vem,

e abraços nunca dados, recolhidos,

no mundo sem razão de querer bem?"

José Hilário Retamozo é uma voz que se afirma provinciana, comprometida com suas raízes. Poeta regionalista que, pelo trabalho paciente na palavra, vai cantando de modo específico um tipo de homem e, assim, atinge o universal.

 

Aparício Silva Rillo, ao prefaciar o livro "O Tesouro dos Jesuítas" diz:

"O poeta se propõe a inventariar o muito que ainda falta desde a objetiva sensível dos nossos poetas.  Retamozo molda a sua maneira o barro sensível que a inspiração e a sensibilidade lhe colocam às mãos. O índio e o padre que canta no seu verso foram, talvez intencionalmente, desvestidos de sua condição humana, e nos são apresentados numa moldura ideal, retocando-os de sol e distância, luares, mistérios e eternidade.  Retamozo é um poeta e, aos poetas, importa mais o mágico que o lógico, mais a projeção da figura que a figura, mais o desenho da pedra que o seu peso. O Tesouro dos Jesuítas traz a marca inconfundível de seu traço de artista, a pureza de manhã de seus poemas, o telurismo que ressuma de seus versos limpos como água de cacimba do mato. E, mais, a condição que lhe podemos emprestar de inventarista sensível de grande parte do legado material e cultural que nos deixaram os Sete Povos."

Fonte: Correio Brigadiano

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