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ANA MARIA DE MORAES CARVALHO

ANA MARIA DE MORAES CARVALHO - IMORTAL HOMENAGEADA PELA ALBSP

 

 Imortal da Academia de Letras de Unaí e Região, sendo Membro Titular.

Nasceu em Belém do Pará, filha de José Augusto Carvalho e de Olga de Moraes Carvalho.

Cursou Economia e Informática e fez cursos de Artesanato em diversas áreas.

Mudou para Unaí com seu esposo e filho em 1992.

Foi empresária por 15 anos na área de informática e professora de informática no colégio Objetivo.

Poetisa, publicou duas antologias em Belém. Em Unaí, publicou seu primeiro livro *Minhas Marés* pela Editora Penalux.
Participou recentemente, como convidada, do livro "Encontros 2016", a primeira Coletânea da ALUR.

Tem no artesanato e na literatura sua maior identidade.

É membro fundador da Academia de Letras de Unaí e Região - ALUR, onde ocupa o cargo de Tesoureira. Pertence a Cadeira de número 18.

Ana Carvalho, é Autora do Livro Minhas Marés e mais uma infinidade de obras que levam indubitavelmente o leitor a um deleite inconjugável.
 

-ELA POR ELA-

*UM POUCO DE MIM*

Adoro chuva, gosto de sol. Praia é o meu lugar, mas viveria na montanha mais alta. Florbela me ensinou a amar sem tocar, Pessoa me levou a sonhar com o possível, Freud foi meu primeiro amor. Apaixonei-me pelo professor de literatura no ginásio. Fiquei fã da professora de sociologia na faculdade. Clarice Lispector me influenciou. Troquei a noite pelo dia quando colava cartazes na rua até de madrugada. Gosto de me apaixonar. Conheci o amor bem de perto. Chorei de saudades. Minha amiga Assunta me apresentou Chico Buarque, desde então ele me acompanha. Escrevi alguns poemas. Tive 1 filho. Plantei várias árvores. Pedi pra nascer. Escolhi meu caminho, meus pais e meus amigos. Entendo que caminhar é seguir em qualquer direção e que nós evoluímos a cada encarnação. Nunca estou sozinha, a necessária solidão é virtual. Tenho algumas manias. Já disse "eu te amo" várias vezes. Não odeio ninguém, nem quem pisa no meu calo, calo?? Nem sei o que é isso. Adoro aportar em lugares desconhecidos, selvagens. O que dizem impossível me atrai. Gosto do verde, mas o azul me fascina. O mar me entende, ele é grande e profundo, e eu sou pequenina e rasa, qualquer um me conhece, menos eu. Ninguém morre. Adoro rir, contar piadas. Calor me deixa agitada, o frio me acalma. Já vi o fundo do mar, tive medo quando ouvi minha própria respiração. O silêncio as vezes é ensurdecedor. Adoro cantar, mas sempre saio do tom. Gosto de dançar, nem que seja sozinha. Meus dedos são longos. Minha boca é feia, por isso vivo sorrindo. Sou importante para um montão de gente. Pra mim, o que conta é tudo o que dá conta de ser contado ou vivido. Não tenho cor definida. A natureza é minha mãe. Sou ímpar, você também é. Sou feliz e você é meu amigo, eu te escolhi.