Clamor social

Raíssa Eloá Capareli Dadona e Outro

Por  Elizabeth Metynoski

A menina Raíssa tinha 9 anos, era autista e estava com sua mãe numa desta à tarde no CEU - Centro Educacional Unificado que fica em Anhanguera região norte de São Paulo.
Em determinado momento, sua mãe a deixou na fila do Pula-Pula e foi pegar pipoca para seu irmão, ao voltar, segundos depois a menina havia desaparecido.
Imediatamente os funcionários e participantes da festa começaram a procurar por Raissa, que foi encontrada 2 horas depois por um adolescente no parque que fica na área da escola, ela estava pendurada parcialmente em uma árvore por um cordão.

A polícia foi acionada e isolou o local.

Raíssa estava com manchas de sangue no rosto e lesões no ombro. Próximo de onde ela estava, os guardas viram marcas de sangue no chão, além de um par de chinelo, um saco plástico e uma capa de tecido TNT.

Mistério é, como este menor de 12 anos que confessou o crime conseguiu levar a Raíssa até este local?
Câmeras de segurança próximas ao local mostram os dois caminhando juntos sem que a mesma demonstrasse algum desconforto, isso é inexplicável pois como autista ela não falava e nem se relacionava com estranhos, segundo a família, ela só saia com a mãe ou com o irmão.

O menor de 12 anos que confessou o crime contou algumas versões sobre como aconteceu, onde teria tido ajuda de outro, mas por fim assumiu que foi somente ele. O mesmo está detido na Fundação Casa desde 29/09/19, dia do crime. 
Este menor provavelmente tem algum tipo de transtorno de personalidade, pois segundo relatos de vizinhos  ele era agressivo.

Também no dia 18.10.19 em Curitiba no bairro do Cajuru, um menino de 12 anos invadiu uma casa na madrugada entre 3.30 e 4 horas, pulou o muro e entrou pela sacada, provavelmente para furtar, mas encontrou a dona da casa acordada.
Ela fabricava produtos de limpeza e estava fazendo sabão quando o menor entrou assustada, ela reagiu.
Sem pensar, o menor deu três facadas no peito da idosa e fugiu.
O marido da idosa acordou com os gritos de socorro da esposa e tentou sair pelo portão para pedir socorro, mas o portão não pode ser aberto porque o menor levou o controle ao fugir. Como era madrugada os vizinhos não ouviram o pedido de socorro, até um carrinheiro passar e dar socorro, chamando a polícia e vizinhos. A idosa chegou a falar quem foi o autor da agressão e ser levada ao pronto socorro, mas não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.

O menor foragido foi capturado pela polícia e confessou o crime, dizendo que fez ?porque joga vídeo game onde mata pessoas e queria ver como era matar uma pessoa de verdade? (sic).
Segundo informações ele só jogava vídeo game em lan house, pois não tinha computador.

O Pai deste menor era envolvido com drogas e foi assassinado.
A mãe também tem histórico de envolvimento com drogas.

Este menor trocou várias vezes de escola e faziam mais de 40 dias que não comparecia aonde estudava. O provável é que tenha entrado para roubar mesmo, mas o que este menor disse ao delegado da DA, deixa até o profissional mais experiente chocado.

{Outro que provavelmente tem distúrbios psicológicos.}

Resta saber como estes casos vão ser tratados, uma vez que os crimes foram cometidos por menores que nossa lei protege mesmo tendo cometido crimes hediondos.

O nosso país caminha na contramão mundial no que se refere a Maioridade Penal, existe aqui todo um ?coitadismo?, que juntando ao Artigo 228/88 da Constituição Federal e o Eca conferem toda uma impunidade ao menor de idade, independente do crime que cometa.

Já que: -

A Nossa Constituição Federal diz que o menor de 18 anos é inimputável criminalmente e o ECA diz que a partir dos 12 anos completos até os 17 anos 364 dias 23 horas 59 minutos 59 segundos o menor infrator não comete crime, mas sim Ato Infracional.

É notório que o Estatuto da Criança e do Adolescente demonstrou toda a sua incoerência, eis que se há responsabilidade penal, há discernimento, além, é claro, de servir como manto salvador para proteger os menores de sanções verdadeiras.

- Quantos cidadãos já não ouviram a frase "não vou preso porque sou de menor" ou ainda a famosa frase "Não dá Nada"?

Sendo assim, o artigo 228 da Constituição e o ECA precisam de reformas urgentemente.

Vejam o menor de hoje não é o mesmo do ano em que isso foi estipulado, hoje o acesso a informação é imensamente maior, o menor de hoje sabe muito bem o que é certo ou errado.

O problema todo quanto a estes menores de 12 anos que cometeram estes crimes hediondos, {um contra uma menina de 9 anos indefesa, não só por ter apenas 9 anos, mas por ser portadora de autismo e outro contra uma senhora idosa} é que eles são inimputáveis criminalmente...
Segundo o ECA eles não cometeram um crime hediondo, mas sim um simples ?ato infracional?.

O máximo que esses ditos ?menores? vão pegar, são penas máximas de 3 anos recolhidos na Fundação Casa, ou seja aos 15 anos serão soltos e aos 18 anos terão suas ?fichas limpas?, pois nenhum crime que um menor tenha cometido pode ser divulgado enquanto menor e na maioridade some.
E pior se no caso este menor tiver algum grau de sociopatia ou até se for comprovado que é psicopata, não existe nadinha que evite que ele saia livre ou tenha sua ficha limpa, o tratamento para estes casos é igual ao menor sem problemas psicológicos.

Quem não tem tratamento com igual protecionismo são as famílias das vítimas destes menores, em primeiro lugar o processo corre em Segredo de Justiça, a família da vítima (no caso da Raissa) que era também menor, não terá acesso ao processo. Não terá justiça, pois 3 anos de internação na Fundação Casa não paga o luto eterno, a saudade tudo mais que vem junto com esta perda.

E não me venham os defensores dos de menor falar que ?coitadinho não sabia o que estava fazendo?, eles que vão antes nas casas destas famílias avaliar a dor que estão sentindo, serão anos para tentando voltar ao normal e muitos nunca se recuperam. (Elizabeth

 

 

Atualizado em 31/10/2019

 

Um laudo elaborado por peritos da Polícia Civil de São Paulo, antecipado com exclusividade pelo apresentador Luis Bacci no programa Cidade Alerta, da Record TV, nesta quinta-feira (31), revela que não havia uma terceira pessoa na cena da morte da menina Raíssa Eloá Caparelli, de nove anos, conforme havia dito em depoimento o adolescente apreendido como o principal suspeito do crime. O menor, que permanece internado em uma unidade da Fundação Casa da capital paulista, terá o destino definido pela Justiça na sexta-feira.

 

"Nas amostras enviadas, foram localizados apenas dois perfis no local, sendo um da vítima e o outro do menor", concluiu o trabalho da Polícia Científica sobre o caso investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

 

O exame também confirmou que houve luta corporal entre a vítima e o agressor em local diferente de onde o corpo foi encontrado. "A presenca de gotejamentos nematoides sobre as folhas a 35 metros indica que Raíssa estava ferida antes de chegar à arvore", diz o laudo.

A polícia também não descarta a possibilidade de Raíssa ter se movimentado para fugir do ataque. "Há a possibilidade que da vítima ter se movimentado no entorno do tronco para a esquerta até a sua imobilização", revelou Luis Bacci ao ler trechos do documento policial. Outro laudo, divulgado anteriormente, confirmou que Raíssa foi abusada sexualmente antes de ser morta por asfixia.  

O trabalho da perícia será fundamental para a decisão da Vara da Infância e Juventude de São Paulo sobre a manutenção do adolescente sob custódia do Estado. O menor, considerado pelas autoridades como altamente perigoso, também sofreria de transtornos mentais.

Com informações do R7